“Uma parte de mim é todo mundo:
outra parte é ninguém: fundo sem fundo.
Uma parte de mim é multidão:
outra parte estranheza e solidão.
Uma parte de mim pesa, pondera:
outra parte delira.
Uma parte de mim almoça e janta:
outra parte se espanta.
Uma parte de mim é permanente:
outra parte se sabe de repente.
Uma parte de mim é só vertigem:
outra parte, linguagem.
Traduzir uma parte na outra parte
– que é uma questão de vida ou morte -
será arte.”
Ferreira Gullar



Lindo…
ótimo muito bom esse poema!
Adoro esse poema, muito linda a imagem! td a ver…
Adorei o poema, ele é um pouco de mim.