Para tantos a noite traz silêncio, escuridão, angústia.
Faz do sol um desejo de breve retorno. Quando toda a movimentação se acaba, quando o trabalho parece não mais dar resultados, pelo cansaço, pela falta de tesão, pelo vazio que se instaura, tudo se acalma, e um minuto parece uma eternidade profunda.
Reviso meus textos, meus livros, meus escritos. Visito sites, blogs, pensamentos ainda não lidos.
Reviso o mundo, a sociedade, minhas ações em uma vida, uma história que não se encaixa. Por que parece que sempre estou fora dessa caixa? Me arrependo de atitudes, muitas nem sequer tomadas. Imponho-me batalhas contra meus maiores fantasmas: moinhos imaginários com asas pintadas por mim, e pela vida.
Penso, repenso, releio. Escrevo sobre “o nada”.
E na última frase volto ao sentido do meu verdadeiro eu.



Você Dom Quixote e seus moinhos de vento. EU, CARA PÁLIDA! Pois é.. pois é… pois é…
Você Dom Quixote. Mim? Cara pálida. Às vezes sinto-me como uma índia tonta: mim índia tonta. Às vezes me vejo: eu cara pálida. Esses são nossos desafios, descobrirmos quem somos. Somos um pouco de tudo, dom Quixotes, índia tonta, cara-pálida e assim vai. O importante é ir atrás de quem somos em nossa essência. Essencialmente bons, penso eu. Dizem que as pessoas são vistas da forma que nossos olhos são. Portanto gosto de olhos sarados, e procuro ver as pessoas assim, boas.
Você: Quixote.
Mim: índia tonta.
Gostei. Hehehehe… Tia Lourdes.